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Aumento do IOF torna empréstimo e juros do rotativo no cartão de crédito mais caros.
Iniciou nessa segunda-feira (20) o aumento temporário de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para operações de crédito. A verba será utilizada no Auxilio Brasil, versão ampliada do Bolsa Família, proposta pelo Governo. Embora o IOF também incida sobre câmbio, seguros e investimentos, o aumento temporário que vigorará até o dia 31/12/2021, deve afetar apenas as operações de crédito. Na prática, para as pessoas físicas afetará o empréstimo, rotativos do cartão - quando há atraso de pagamento - e o cheque especial. Já para as pessoas jurídicas, a mudança terá impacto principalmente no que se refere a capital de giro e antecipação de recebíveis. Com os recentes aumentos da Selic e ainda a possibilidade de crescer ainda mais até o fim do ano, o brasileiro já vem se preparando para pagar mais juros em seus financiamentos e empréstimos. Além disso, esperávamos uma redução dos custos com o open banking, mas o aumento da taxa e o crescimento do IOF podem "apagar" o impacto positivo que o open banking geraria. Não é a primeira vez que somos surpreendidos com aumento do IOF em prazo tão curto. O anúncio aconteceu na última sexta-feira (18), e iniciou hoje (20). Há 10 anos, por exemplo, ocorreu uma mudança definitiva no IOF dos cartões de viagem, igualando o imposto com o cartão de crédito, e também foi avisado um dia antes, o que nos coloca em um cenário parecido. Para vermos a comparação das alíquotas diária e anual, antes e depois do aumento, de acordo com o Ministério da Economia Pessoa Jurídica: Alíquota diária atual: 0,0041% X Nova alíquota diária: 0,00559%. Pessoa Jurídica: : Alíquota anual atual: 1,50% X Nova alíquota anual: 2,04% Pessoa Física: Alíquota diária atual: 0,0082% X Nova alíquota diária: 0,01118% Pessoa Física: Alíquota anual atual: 3,00% X Nova alíquota anual: 4,08%. Diante disso, vem o questionamento: como se programar com antecedência ao sermos avisados sobre esse tipo de mudança de maneira tão abrupta? Na verdade, embora não possamos "adivinhar" estes movimentos, eles são previsíveis conforme a dívida do país aumenta e os problemas econômicos se agravam. Quando se administra uma empresa, ao detectar problemas financeiros é necessário aumentar a receita e diminuir as despesas. No caso do governo, acontece a mesma coisa: e como a única fonte de receita é a arrecadação de impostos, e, por isso, a decisão acaba sendo em que área mexer. Para não sofrer perdas consideráveis diante de um cenário como este, as dicas são: guardar dinheiro sempre, ter um colchão de segurança, viver um padrão de vida abaixo do que consegue manter, investir bem e de forma inteligente, e fazer o dinheiro trabalhar para você. São medidas que funcionam muito bem e que devem fazer parte do dia a dia do brasileiro. É um trabalho árduo, que no começo pode parecer difícil de gerar resultados, mas que a longo prazo faz toda a diferença. Os juros compostos são extremamente estratégicos quando estão a seu favor, quando você está investindo, mas, eles podem comprometer consideravelmente a renda quando é o contrário: a pessoa devendo e os juros fazendo a dívida crescer exponencialmente. Por isso, comece a se programar o quanto antes! Não é novidade que o planejamento financeiro é a chave para garantir uma vida tranquila e segura. *Ale Boiani é CFP, Empresária, Assessora de Investimentos e Corretora de Seguros. A especialista também é CEO, gestora e fundadora do grupo financeiro 360iGroup, fundado há 11 anos e que tem cinco linhas diferentes de negócios nas áreas de seguros, finanças, investimentos e planejamento patrimonial, sucessório, tributário e fiscal. A profissional possui experiência de mais de 20 anos na área, e a companhia soma 1,3 bilhão sob administração e mais de 2.500 pessoas capacitadas.
Fonte: Por Ale Boiani, CFP, Assessora de Investimentos, Corretora de Seguros, CEO e fundadora do 360iGroup