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Argentina começa a vacinar a população contra a Covid-19

Argentina começa a vacinar a população contra a Covid-19

Casa Rosada – República Argentina/YouTube/Reprodução

A Argentina começou a vacinar a população contra a covid-19. O país já conta com 300 mil doses da vacina russa Sputinik V e a expectativa é imunizar a maior parte dos profissionais de Saúde. A data do início da vacinação foi definida em reunião do presidente Alberto Fernández com os governadores das províncias, que elaboraram um plano próprio. O governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, afirmou que a vacinação é um desafio coletivo. A jurisdição conta com 315 mil cadastrados e tem plano de continuar a imunização com os trabalhadores de Segurança e Educação; pessoas com mais de 60 anos e entre 18 e 59 anos que se encontram em grupos de risco por apresentarem doenças pré-existentes. A vacina russa foi aprovada em caráter emergencial pelo Ministério da Saúde argentino na semana passada, o que significa que a vacinação é gratuita e não é obrigatória neste momento. Além das doses já distribuídas nas províncias do país, são esperadas novas remessas no início de 2021. Foi a primeira autorização da Sputinik V na América Latina, mas a Argentina será o quarto país a aplicar os imunizantes na população. México, Chile e Costa Rica já iniciaram o processo no último dia 24 com a vacina desenvolvida pelos laboratórios da Pfizer e BioNTech, usadas na maior parte da União Europeia e também em países como Canadá e Estados Unidos. Como em todos os países, existe muita discussão sobre as vacinas contra a covid-19 na Argentina. No entanto, a agência estatal Télam fez questão de assegurar que a Sputinik V foi aprovada após apresentar resultados em todas as etapas de estudo necessárias pelas autoridades sanitárias. “A vacina Sputnik V demonstrou em estudos clínicos ser segura por não causar efeitos adversos graves e eficácia superior a 91,4%, segundo resultados provisórios da fase 3, a que a Anmat [Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica] teve acesso para emitir sua recomendação para a autorização de ‘uso emergencial'”, diz a agência. A Télam ainda ouviu uma especialista para falar sobre o fato da Sputinik V não ter tido resultados da fase 3 publicados pela revista científica The Lancet. ‘O fato de os resultados provisórios da fase 3 ainda não terem sido publicados em periódico científico, além de não ser a primeira aprovação no mundo sem a publicação da fase 3 não é um requisito ou uma condição para uma aprovação de uso de emergência” , disse a médica infectologista Florencia Cahn. Ela relembrou que aconteceu o mesmo com a vacina da Pfizer no Reino Unido, por exemplo. “Deve-se levar em conta que nenhuma das vacinas candidatas completou a fase 3 porque esta fase requer um acompanhamento de médio e longo prazo. O que está sendo publicado são resultados provisórios em todos os casos que têm suporte suficiente para permitir o uso de emergência”, completou ela. Com informações Paraná Portal

Redação