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Duas pesquisadoras, da França e EUA, recebem o Prêmio Nobel de Química

Duas pesquisadoras, da França e EUA, recebem o Prêmio Nobel de Química

ilustração Niklas Elmehed

Com um trabalho considerado revolucionário por poder abrir caminhos para novas terapias contra cânceres, a dupla de pesquisadoras Emmanuelle Charpentier e Jennifer A. Doudna receberam o Prêmio Nobel de Química pelo trabalho dentro do desenvolvimento de métodos para editar o genoma. As cientistas francesa e americana irão dividir igualmente o prêmio de 10 milhões de coroas suecas. O prêmio foi pela descoberta, definida pelo comitê como "uma das ferramentas mais afiadas da tecnologia genética: a tesoura genética CRISPR / Cas9". De acordo com a academia, a partir dessa ferramenta hoje é "possível alterar o DNA de animais, plantas e microrganismos com extrema precisão". O secretário geral da Academia Real de Ciências da Suécia, Göran Hansson, resumiu as descobertas como a "reescrita do código da vida". Segundo Claes Gustafsson, presidente do Comitê do Nobel de Químia essa "tesoura genética" transformou a ciência molecular. "Hoje podemos editar basicamente qualquer genoma e responder todos os tipos de perguntas. E isso pode ser usado para corrigir falhas genéticas, como a que causa anemia falciforme. Você pode praticamente tirar a célula hematopoética, consertar e voltar para o paciente", explicou. Em 2011, Charpentier publicou sua descoberta e no mesmo ano, começou a trabalhar com Jennifer Doudna, uma bioquímica com amplo conhecimento em RNA. Juntas, elas conseguiram recriar as tesouras genéticas da bactéria em laboratório, simplificando seus componentes de forma a torná-las mais fáceis de usar. "Espero que essa premiação ofereça um exemplo positivo, especialmente para as jovens que queiram seguir o caminho das ciências, mostrando que as mulheres também podem ganhar prêmios mais importantes e ter um impacto positivo nas pesquisas", disse Emmanuelle.

Redação