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EUA registram 6,7 milhões novas contratações e ainda há 10 milhões de vagas disponíveis
De acordo com dados divulgados pelo Departamento de Trabalho dos EUA, o mercado de trabalho americano registrou aproximadamente 6,7 milhões novas contratações no país somente no primeiro semestre de 2021. Além disso, anotou-se também um novo recorde na quantidade de vagas de trabalho atualmente disponíveis na América, com impressionantes 10,073 milhões de empregos a serem ocupados. Já a taxa de desemprego, que durante o pico da pandemia nos EUA atingiu 8% em determinadas regiões, caiu drasticamente para 5,4% em julho, o que também levou a diminuição de pedidos de seguro-desemprego. No mesmo mês registrou-se o patamar mais baixo de demissões no país desde o ano 2000. “Estas estatísticas reforçam a franca e veloz recuperação dos Estados Unidos mediante aos danos e prejuízos causados pela covid-19 em 2020. Para muitos especialistas, os EUA sairão ainda mais fortalecidos depois da pandemia, com uma economia ainda mais pujante do que antes. Entre os principais fatores que ajudam a explicar este reaquecimento da economia americana estão a vacinação em massa e, consequentemente, a reabertura quase que total do comércio, indústrias e serviços em geral” – declarou Rodrigo Costa, especialista em mercado de trabalho nos EUA. Porém, por incrível que pareça, mesmo com um cenário tão favorável e mercado de trabalho novamente aquecido, os EUA encontram dificuldade em encontrar profissionais qualificados para exercerem diversas profissões, especialmente aquelas que exigem conhecimento técnico e experiência, como médicos, engenheiros, profissionais de TI, pilotos de avião, etc. Sem conseguir gerar uma quantidade suficiente de profissionais para atender a demanda do mercado, os Estados Unidos precisam contar com o talento e mão-de-obra de profissionais estrangeiros, e para isso foram criados programas que concedem green cards para atrair trabalhadores qualificados de outros países. Os chamados “vistos para profissionais com habilidades extraordinárias” tem se popularizado nos últimos 10 anos, e a presença destes profissionais estrangeiros vem sendo fundamental para manter os EUA no posto de maior potência econômica do mundo. “A pandemia ajudou a evidenciar ainda mais o fato de que os EUA são a melhor opção para quem não encontra mais oportunidades ou segurança em seus países de origem. E a chegada desses imigrantes também beneficia a América, pois muitos deles irão contribuir com o desenvolvimento da própria economia americana” – declarou novamente Rodrigo Costa, que também é CEO da AG Immigration, escritório americano de imigração que assessora solicitações de green card para a chegada de novos imigrantes aos EUA. Para os brasileiros, tradicionalmente um dos povos que mais se interessa em trabalhar e empreender nos Estados Unidos, as perspectivas de poder começar legalmente uma nova vida na América nunca pareceram tão promissoras quanto agora. O principal sinal do êxodo de brasileiros para os EUA são as impressionantes estatísticas da década anterior (2011 a 2020), em que 132.368 brasileiros foram agraciados com um green card. Este número impressiona mais ainda se comparado com as décadas anteriores: 91.293 nos anos 2000 e 95.118 nos anos 90. Ainda de acordo com as estatísticas do governo americano em relação ao Brasil, 2019 registrou recorde de green cards aprovados em um mesmo ano para brasileiros, com 19.825 documentos emitidos, um número 30,2% maior do que o recorde anterior registrado em 2006, quando 17.903 cidadãos nascidos no Brasil conseguiram o direito a residência permanente nos EUA. De acordo com dados do Itamaraty, aproximadamente 1 milhão e 400 mil brasileiros residem atualmente nos Estados Unidos. “É importante observar que na década passada (2011 a 2020) também ocorreu uma grande mudança no perfil do imigrante brasileiro na América. Se antes, especialmente nos anos 80 e 90, havia uma tendência para a imigração ilegal, muitas vezes para exercer subempregos, atualmente o cenário é completamente oposto, com a maioria dos imigrantes brasileiros qualificando-se para o green card com base em suas carreiras de sucesso no Brasil. E existem vários motivos que explicam este novo perfil do brasileiro na América, incluindo a globalização, popularização da internet, melhoria da economia mundial e um maior conhecimento sobre as muitas possibilidades de se se obter um green card” - declarou Felipe Alexandre, advogado brasileiro/americano de imigração e fundador da AG Immigration.
Fonte: AG Immigration / Dr. Felipe Alexandre / Dr. Rodrigo Costa