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China, Cuba e Rússia são eleitas para Conselho de Direitos Humanos da ONU

China, Cuba e Rússia são eleitas para Conselho de Direitos Humanos da ONU

Miguel Á. Padriñán por Pixabay

China, Rússia e Cuba conquistaram um lugar no principal órgão de direitos humanos das Nações Unidas, mesmo com a oposição de grupos ativistas. O Conselho é o órgão máximo da ONU contra a opressão, a discriminação e a tortura. A China e a Arábia Saudita tiveram que lutar com mais três países por um assento, onde a a China teve 139 e a Arábia Saudita teve apenas 90, ficando de fora. Enquanto isso, Cuba e Rússia concorriam sem oposição, por falta de concorrentes na América Latina e Caribe e Leste Europeu . O mandato é de três anos e só é possível acumular dois mandatos consecutivos. Por meio de uma votação secreta da Assembleia Geral, o Conselho de Direitos Humanos da ONU renovou 15 dos seus 47 assentos. Também foram eleitos Bolívia, França, Gabão, Malawi, México, Nepal, Paquistão, Senegal, Costa do Marfim, Ucrânia, Reino Unido e Uzbequistão. Quatro países conquistaram quatro assentos em África: Costa do Marfim, Malawi, Gabão e Senegal. A Rússia e a Ucrânia conquistaram as duas cadeiras do leste europeu. No grupo da América Latina e Caraíbas, México, Cuba e Bolívia conquistaram as três vagas em aberto, enquanto o Reino Unido e a França conquistaram os dois lugares para o grupo da Europa Ocidental e Outros. "O fato de a Arábia Saudita não ter obtido um assento no Conselho de Direitos Humanos é um lembrete bem-vindo de que deve haver mais competição nas eleições da ONU", disse Louis Charbonneau, diretor de Nações Unidas na HRW. De acordo com ele, se houvesse mais candidatos, China, Cuba e Rússia também poderiam ter ficado de fora. Para Charbonneau, porém, a adição desses países, os quais chamou de "indignos" ao posto, não impedirá o Conselho de lançar luz sobre abusos e defender as vítimas. O Conselho de Direitos Humanos, que tem sede em Genebra, pode apontar abusos e tem monitores especiais para vigiar determinados países e questões. Também analisa periodicamente os direitos humanos em todos os países membros da ONU.

Redação