Credítos: Imagem divulgação
A tecnologia e a capacitação como grandes aliadas no combate às fraudes do mercado de crédito.
O mercado de crédito nunca esteve tão em alta como agora. Dados do Banco Central mostram que o saldo das operações subiu 15,5% em 2020 frente ao ano anterior, atingindo a marca inédita de R﹩ 4,017 trilhões. Em volume, o crescimento foi de R﹩ 539,3 bilhões, o maior resultado desde o início da série histórica, registrada em 1991. Para 2021, a estimativa do BC é de um avanço na ordem de 8%, mais um desempenho excepcional, principalmente se levarmos em consideração o impacto da pandemia de Covid-19. Entretanto, esse bom momento também chama a atenção de malfeitores, que vêm adaptando e aprimorando o modus operandi de seus golpes, de olho em uma fatia desse progresso. Nesse sentido, no meu dia a dia corporativo, pude identificar uma tendência preocupante, em que as tentativas de fraude têm migrado do ambiente físico para o digital. Se antes era muito mais comum a apresentação de documentos falsos ou extraviados nas agências para a liberação do crédito, hoje notamos um aumento significativo dessa atividade delituosa ocorrendo na web, apps e demais plataformas. Os recentes vazamentos de dados do INSS, por exemplo, permitiram a utilização indevida dessas informações para a contratação de consignado, fato que foi denunciado pelo presidente do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor ( Inadec ), Arthur Rollo . Também vale destacar que essa mudança de paradigma tornou o processo de análise documental ainda mais desafiador, por conta de softwares e programas que conseguem copiar fielmente uma foto, uma assinatura eletrônica, enfim... Mas o que fazer frente a esse cenário? Com a inexistência de uma fórmula mágica, a melhor e mais eficaz estratégia é priorizar o aperfeiçoamento da segurança durante todos os processos de checagem, aliando tecnologia, inovação e pessoal capacitado. Há opções no mercado que permitem o cruzamento de informações com múltiplos canais - incluindo Receita Federal, birôs e demais bancos de dados - agilizando a identificação de possíveis atuações fraudulentas. Se algo for detectado, um alerta é imediatamente emitido para a empresa, que também pode contar com um sistema de score de segurança. E, aliado à inovação e tecnologia, a estratégia também deve contemplar um time de peritos que sejam experientes e capacitados para o árduo e minucioso trabalho de Análise Estrutural de Documentos. É evidente que criar e/ou manter uma operação desse tamanho internamente demanda um investimento muito alto. Por isso, a recomendação é a de sempre buscar um parceiro que providencie essas atividades que não fazem parte do seu corebusiness. Não enxergo outra alternativa de enfrentamento aos fraudadores e suas ferramentas digitais que não seja a tríade que já mencionei anteriormente. E você só conseguirá tudo isso com quem é referência e dita tendências no mercado.
Fonte: Assessoria de Imprensa