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Antes, morador de rua. Hoje, CEO da Comport Pet, Cleber Santos presta consultoria para a estruturação de mais de 100 novos negócios do setor PET
Com meta de alcançar os R$ 2 milhões em faturamento ao final de 2021, planeja iniciar uma rede de franquias no próximo ano e consolidar seu projeto de capacitação de profissionais para um dos mercados que mais cresce no Brasil. Quem conhece a trajetória do baiano (morador de São Paulo) de 32 anos sabe que essa é uma nova etapa de uma série progressiva de projetos. De morador de rua - com seu cão Grafit - a mentor de negócios. As oportunidades foram criadas ao ponto de chamar a atenção de quem estava em volta perceber seu dom com os animais. Aos 14 anos, conseguiu uma vaga como ajudante geral em um pet shop no bairro Taboão da Serra. Aos 18, iniciou no serviço militar. Logo se aproximou do canil do exército, para o qual foi contratado por cinco anos. Em outra experiência, dessa vez em um hospital veterinário, pode oferecer aos clientes o serviço de passeios (dog walking) e adestramento. Tino comercial “Entre cartões e panfletos distribuídos, dei origem aos primeiros clientes da Comport Pet”, conta Santos sobre a empresa que hoje fatura aproximados R$ 2 milhões ao ano. Com clientes crescendo e em bairros de alto padrão da capital paulistana, adquiriu sua primeira sede relativamente rápido e foi trocando de casa ano a ano para caber mais cachorros. Do espaço de 100 metros, em 2009, passou para os atuais 700 m2 para abrigar os 130 pets que chegavam diariamente para passar o dia ou pernoitar, além dos pacientes das terapias oferecidas, entre musicoterapia (que ajuda na parte cognitiva dos animais). Os cursos feitos em países como EUA, Canadá e Alemanha – todos com investimento próprio – lhe conferiram o título de especialista em comportamento animal – uma atuação especializada na área cognitiva do pet, tornando o aprendizado mais rápido e prazeroso, o que lhe deu respaldo para cobrar o dobro ou até o triplo, em relação à média do mercado. Mesmo assim, com a agenda sempre cheia de clientes, entre eles famosos. A forma de vender seu trabalho é própria de quem é responsável de perto pelo marketing da empresa, dividindo as outras funções corporativas com Dan Batista, esposa e sócia (administrativo e financeiro). Cleber é hoje presença ativa nas redes, fazendo posts diários informativos e, também, descontraídos, e várias lives com clientes e parceiros, conquistando um número significativo de seguidores. O bom tato comercial também rendeu negociações com a indústria pet, entre elas de embaixador de marcas de roupas e de acessórios - chegando a assinar uma linha completa de camisetas feitas exclusivamente para donos e adoradores de animais de estimação. A pandemia virou uma nova página O isolamento reduziu bastante a demanda de serviço, principalmente de adestrador. Porém, uma outra frente de trabalho surgiu com tudo: os cursos. A grade de disciplinas, até então restrita aos cursos de Adestramento e Dog Walker, precisou oferecer mais opções. “Nunca o universo PET foi tão promissor. Com reduções de salário impostas pela pandemia, muitas pessoas buscaram o curso de Dog Walker para complementar a renda. Outras, pelo desemprego, decidiram empreender em áreas que tinham afinidade, como a do cuidado com os animais de estimação (Cleber cita aqui o exemplo de profissionais das áreas financeira e de comunicação, por exemplo, que decidiram mudar a direção de suas carreiras). É um mercado muito mais afetivo que comercial. A maioria ama pets, mas não sabe sobre gestão”, explica. Somente no último ano, passaram pelas aulas mais dois mil alunos, de um total de 10 mil desde o início das turmas. Os valores dos cursos variam entre R$ 400 e R$20 mil para classes de Adestrador, Dog Walker, Monitor, Day Care, Banho e Tosa, Gestão Administrativa e Educação Sanitária. Santos conta que o salto para as consultorias foi rápido, mirando exclusivamente nos alunos que buscavam se atualizar ou empreender de vez, mas não sabiam por onde começar. “Já ajudamos a dobrar o faturamento de muitos proprietários de Day Care, de Hotéis e de Pet Shop. Nossas turmas hoje têm fila de espera”, comemora Franquias Hoje o empresário está 100% focado nos cursos e nas consultorias, apesar de reservar dois dias da semana para o atendimento presencial de casos mais complexos. "Foi criado um CNPJ só para as capacitações, conta. O empresário relata também que acabou de adquirir um terreno ao lado da sede para dobrar de tamanho. Na reforma está prevista uma sala de aula, já que hoje são utilizados espaços alugados de coworking. O investimento em automação também foi feito para ministrar aulas presenciais e remotas ao mesmo tempo. A meta é apostar cada vez mais nas formações e aumentar a agenda de consultorias em outras cidades. Entre os planos de 2022 também está a abertura de franquias com foco em expandir o modelo de gestão e a metodologia comportamental criada. “A proposta é começar com o serviço de adestramento, em seguida de creche e hotel. Será uma correria, mas é uma forma de devolver as oportunidades que recebi. É o que me motiva”, conta o segredo de quem não para de empreender. Dados de mercado: O mercado de pet faturou R$ 40,1 bilhões em 2020 – 13,5% a mais do que em 2019. Além disso, o segmento gerou 2,4 milhões de empregos em 2020. A indústria deve crescer em 2021 17,8% este ano.
Fonte: Assessoria de Imprensa