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Apple AirTag pode ser usado por criminosos para rastrear pessoas.
Relatos sobre a utilização do Apple AirTag por criminosos para rastrear pessoas estão causando preocupação geral nos últimos dias, principalmente nos Estados Unidos. O Apple AirTag é um dispositivo rastreador que tem o objetivo de encontrar objetos perdidos, podendo ser colocado, por exemplo, em bolsas, malas, chaveiros e mochilas. Possui três tipos de conexão, o Bluetooth, o UWB e o NFC, com desempenho e funções específicas, como as de busca precisa, localização por proximidade e Modo Perdido. Além disso, o dispositivo também é resistente à água. Para Fabio Covolo Mazzo, principal software architect da CTC, analista de sistemas com especialização em DataScience pela Johns Hopkins University, os criminosos podem usar o aparelho da seguinte forma: colocariam o rastreador de forma rápida e discreta dentro de pertences ou veículos das vítimas para definir o melhor momento de roubá-las. Também há risco de uso para o crime de “stalking” (perseguição incessante e obsessiva, virtual ou presencialmente). “O rastreamento sempre foi possível utilizando outros dispositivos, como os ‘micro GPS’, porém, não com uma duração de bateria tão longa. Enquanto um dispositivo de rastreamento convencional tem uma vida útil de bateria de algumas horas, o Apple AirTag tem de no mínimo um ano”, afirma Mazzo. Segundo ele, a Apple tentou solucionar o problema por meio de uma atualização no dispositivo, que passou a emitir um som quando fica por um tempo longe do iPhone original. “Não adiantou, porque é muito fácil adulterar o dispositivo, com a destruição do bipper ou com o seu desligamento”, diz o especialista. Como se proteger? Como a pessoa rastreada não precisa ser usuária do AirTag (apenas ter o aparelho colocado em seus pertences pessoais ou em seus veículos), a prevenção fica mais difícil. “A dica é ficar atento aos seus pertences e observar atitudes estranhas. É muito complicado, pelo tamanho diminuto do dispositivo”, explica Mazzo. O Apple AirTag tem o formato de uma moeda, com cerca de 3 centímetros de diâmetro, e pesa 11 gramas. Para Mazzo, o que houve não foi um erro de segurança, mas de concepção do produto. “Fica o questionamento: poderá ser o fim de tais dispositivos?”. Sobre a CTC A CTC, uma das 150 maiores empresas de tecnologia do Brasil, desenvolve soluções e produtos de tecnologia para apoiar seus clientes nas áreas de desenvolvimento de sistemas, serviços e negócios digitais. São mais de 1.300 colaboradores voltados para a transformação digital, inovação e aceleração de negócios.
Fonte: Por Assessoria de Imprensa