Credítos: RonaldCandonga
Dell e Intel debatem diversidade: “As empresas precisam estar verdadeiramente comprometidas com a mudança”.
O evento Juntos pela Diversidade, transmitido online e promovido pela Dell Technologies e Intel na última sexta-feira (11), reuniu representantes das duas empresas para um debate sobre a importância de iniciativas voltadas a diversidade e inclusão nas empresas do setor de tecnologia. Dividido em temas como desigualdade de gênero e LGBTQIA+, desigualdade racial, inclusão de PCDs e os compromissos das empresas com esses temas, o evento teve as participações de Christiano Lucena, VP de Vendas de Soluções de Data Center da Dell Technologies e Gisselle Ruiz Lanza, Diretora-Geral da Intel Brasil. “Na prática, ter um ambiente diverso e inclusivo significa tomar ações que permeiam todas as áreas do negócio. É um compromisso que deve existir, com líderes executivos tendo índices de diversidade e inclusão associados à sua performance, por exemplo”, afirmou Christiano Lucena. “Existem dois fatores para fazer a máquina da diversidade andar. O primeiro é a educação e conscientização, que deve ser consistente e constante. O segundo é a execução das ações, com processos de medição do progresso das ações e de educação”, completou o executivo da Dell Technologies. Ao ser perguntado sobre o gap de mulheres no mercado de tecnologia, Christiano Lucena falou sobre o compromisso de mudança neste cenário. “Sabemos que a indústria da tecnologia é um mercado majoritariamente ocupado pelo público masculino. Ao mesmo tempo, é um dos setores que está mais comprometido para mudar esse cenário nos próximos anos. A Dell assumiu já um compromisso global de ter, até 2030, 50% da sua força de trabalho e 40% dos líderes identificados como mulheres”, afirmou. De acordo a Diretora-Geral da Intel no Brasil, Gisselle Ruiz Lanza, a inclusão e a diversidade abrem a possibilidade de ouvirmos diferentes perspectivas. “Com isso, construímos soluções mais rápidas para problemas complexos - e temos cada vez mais problemas complexos para resolver. Um ambiente inclusivo gera mais engajamento, colaboração e motivação. Isso é muito poderoso num ambiente de trabalho onde as pessoas podem ser autênticas, estão motivadas a dar o melhor porque conseguem ser elas mesmas”, afirmou a executiva. A Dell e a Intel formaram uma aliança global para diversidade e inclusão, que ajudam as companhias impulsionar o progresso da representação da liderança, desenvolvimento e linguagem inclusiva, entre outros. “O setor privado tem uma responsabilidade enorme no desenvolvimento de ações de inclusão social. Na Dell, praticamente 100% dos membros da nossa equipe já concluíram o treinamento de ética e consumiram conteúdo sobre desigualdade racial, por exemplo”, concluiu Lucena. Sobre os compromissos das duas empresas com relação ao futuro próximo, a Dell afirmou que terá 50% de sua força de trabalho composta por mulheres, além de 40% de presença feminina em cargos de liderança, assim como a Intel passará a ter uma presença de mulheres em cargos técnicos superior a 40% e o dobro do número atual de mulheres em cargo de liderança sênior. Com relação à inclusão de PCDs, a meta da Intel é de aumentar para 10% de sua força de trabalho. “Ter um ambiente diverso e inclusivo vai muito mais além de uma questão de RH, e sim uma estratégia de negócios. Para funcionar, a inclusão tem que estar inserida na cultura da empresa. Acreditamos que para atingir a igualdade de gênero, raça e as demais minorias, precisamos de programas dentro das empresas. Com metas claras e transparentes. É um movimento e não algo de momento, por isso é necessário consistência.”, finalizou Gisselle.
Fonte: Por CNBC