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Investidores brasileiros consideram investir até 25% do patrimônio em ações no exterior

Investidores brasileiros consideram investir até 25% do patrimônio em ações no exterior

Nattanan Kanchanaprat por Pixabay

Uma pesquisa realizada pela XP Inc. (XP Investimentos, Rico e Clear), com 48 mil clientes, demonstra o apetite dos investidores brasileiros em investir em ações de empresas listadas no exterior. Segundo o levantamento, 85% dos clientes da XP estariam dispostos a investir até 25% do patrimônio em ações de empresas fora do país. O setor de Tecnologia é o que atrai a maior atenção dos investidores brasileiros, com 86% declarando ter interesse em empresas do setor. Entre as companhias mais citadas estão: Amazon, Apple, Alphabet (dona do Google), Microsoft, Facebook e Tesla, por exemplo. Outros setores que tiveram destaque foram: Farmacêutico (39,8%), Financeiro/Bancos (37,4%) e Energia (36,6%). O ponto principal para que os investidores diversifiquem ainda mais os seus investimentos é a educação. Sete em cada dez investidores que participaram da pesquisa disseram que tem interesse em conhecer mais o tema. Ontem (20), a B3 anunciou que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) aprovou as últimas mudanças no Regulamento para Listagem de Emissores. Com isso, a partir desta quinta-feira investidores pessoas física poderão investir em ações de empresas listadas no exterior via BDRs (Brazilian Depositary Receipts). Para Fernando Ferreira, estrategista-chefe e Head de Research na XP, a nova regra coincide com um movimento sem precedentes de brasileiros migrando para a renda variável, estimulados pela taxa de juros em patamares historicamente baixos. "O acesso a oportunidades de investimento antes restritas aos investidores qualificados significa que todos os brasileiros poderão agora investir em empresas globais e diversificar seus investimentos para além das fronteiras do país, se beneficiando das mais de 600 opcões de BDRs já listadas na B3, além das que ainda estão por vir". BDRs Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts), também conhecidos como CDVM (Certificado de Depósito de Valores Mobiliários), são valores mobiliários emitidos no Brasil que representam outro valor mobiliário emitido por companhias abertas com sede no exterior. Na prática, os BDRs refletem a variação de preço das ações estrangeiras às quais estão atreladas, só que aqui no Brasil e em reais. Anteriormente, os BDRs estavam restritos apenas a investidores qualificados, aqueles que possuem mais de R$ 1 milhão em investimentos. Com a nova norma, esse tipo de investimento está liberado para qualquer investidor na Bolsa. Para Betina Roxo, Estrategista Chefe da Rico Investimentos, a nova regra é mais um movimento importante para democratização dos investimentos, que pode ser adquirida com corretagem zero na Rico. "Em um cenário de juros baixos, a migração de renda fixa para renda variável deve continuar ganhando força. E agora, todas as pessoas poderão não só investir nas empresas listadas no Brasil, como em empresas globais, diversificando ainda mais a carteira, virando sócias de grandes negócios", afirmou. O Estrategista Chefe da Clear Corretora, Roberto Indech, enxerga a iniciativa como uma transformação cultural. "A nova regra vai mais do que dobrar a disponibilidade de ativos para o investidor brasileiro. Além disso, ela permitirá que jovens que são atraídos e identificados por marcas como Facebook, Amazon, Netflix, Apple, veja uma possibilidade mais palpável de participar deste mercado", conclui.

assessoria de imprensa XP Inc.