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Vida deve voltar ao normal no fim de 2021, afirma criador da vacina BioNTech/Pfizer

Vida deve voltar ao normal no fim de 2021, afirma criador da vacina BioNTech/Pfizer

Reprodução

O impacto das vacinas contra a covid-19 vai crescer rapidamente no meio de 2021, e a vida deve voltar ao normal até o próximo inverno no hemisfério norte, no fim do ano que vem. A projeção é feita por um dos criadores de uma das candidatas a vacina mais promissoras contra o novo coronavírus. Ugur Sahin, co-fundador da companhia alemã BioNTech fez uma projeção de que a vida deve voltar ao normal até o próximo inverno no hemisfério norte, no fim de 2021. O cientista também disse que o imunizante criado por sua empresa em parceria com a Pfizer pode também evitar infecções, resultando em uma "redução dramática dos casos". Os testes estão na fase três e cerca de 43 mil pessoas fazem parte dos estudos da vacina das duas empresas. O imunizante ainda não recebeu autorização para ser distribuído em nenhum país. Sahin deu uma entrevista ao programa Andrew Marr Show, da BBC, e afirmou esperar que novas análises dos resultados dessa vacina BioNTech/Pfizer apresentem tanto uma redução da transmissão do vírus entre as pessoas quanto um bloqueio ao desenvolvimento dos sintomas por quem for infectado. "Estou muito confiante de que a transmissão entre as pessoas será reduzida por uma vacina tão eficaz. Talvez não 90%, mas talvez 50%. Não devemos, entretanto, esquecer que mesmo isso pode resultar em uma redução dramática da propagação da pandemia", disse. O Reino Unido deverá receber 10 milhões de doses da vacina BioNTech/Pfizer até o final de 2020, com mais 30 milhões de doses já encomendadas e espera começar a distribuir a vacina pouco antes do Natal. O imunizante, que foi testado em seis países, é dado em duas doses, com três semanas de intervalo entre eles. Após o anúncio da primeira vacina eficaz do mundo na semana passada, John Bell, professor de medicina da Universidade de Oxford, sugeriu que a vida poderia voltar ao normal na primavera. "Provavelmente sou o primeiro a dizer isso, mas direi com alguma confiança", disse Bell. Para Sahin, que é professor na Universidade de Mainz, isso deve demorar mais. Se tudo correr bem, disse, a vacina começaria a ser entregue no "final deste ano, início do próximo ano". "Estamos trabalhando em estreita colaboração com a empresa", disse ele à BBC TV. "Estaremos prontos para lançá-la assim que chegar, estaremos prontos a partir do início de dezembro (...), mas o mais provável é que possamos começar a distribuí-la antes do Natal." Com informações divulgadas no Terra e bbc

Da Redação