HOME

NOTÍCIAS

Liv Up é uma das startups mais comprometidas com o desenvolvimento econômico sustentável

Liv Up é uma das startups mais comprometidas com o desenvolvimento econômico sustentável

Henrique Castellani e Victor Santos, sócios da Liv Up / Reprodução

A Liv Up ganhou destaque entre as empresas mais comprometidas com o desenvolvimento econômico do país. O levantamento foi feito pela Gestão 4.0, empresa de educação com foco em negócios, com apoio da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, e analisou 374 startups para mapear a relação do setor com os objetivos sustentáveis propostos em 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU) . O resultado mostra que entre as startups brasileiras de impacto, 83,7% estão voltadas ao desenvolvimento econômico do país. Entre as ações mais conhecidas estão a de erradicar a pobreza, a fome e assegurar a educação inclusiva globalmente. De acordo com o estudo, entre os dezessete objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) da ONU, as empresas do país têm voltado seus esforços sobretudo para mitigar as disparidades econômicas e incentivar a criação de trabalho decente, metas relacionadas ao objetivo número oito da Organização. Na sequência está a redução das desigualdades - que tem associação com 53,2% das organizações pesquisadas. Em terceiro lugar está a meta indústria, inovação e infraestrutura, que objetiva fomentar a inovação e promover uma industrialização sustentável, com 31,8% entre as 374 startups. E por fim, as startups comprometidas a oferecer soluções para cidades e comunidades sustentáveis (27,7%). O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, porém é também um dos que mais sofre com o desperdício dessa produção, especialmente por seu modelo de distribuição e logística com uma cadeia muito longa. Segundo Sylmara Dias, professora e pesquisadora da USP, em torno de 60% do que se perde no Brasil está no elo entre a fazenda e o centro de distribuição. Num mundo onde estima-se que 690 milhões passaram fome em 2019 e que em 2020 esse número pode aumentar em mais de 19% (ou seja, cerca 132 milhões a mais de pessoas) em decorrência da pandemia, de acordo com relatório da ONU lançado em julho deste ano. Para enfrentar esse problema de frente, a Liv Up desenvolveu uma estratégia que integra inteligência de dados, algoritmos e tecnologia customizados, em um modelo de negócios direto ao consumidor, para prever o comportamento do cliente e mensurar e otimizar a sua produção de forma a minimizar o desperdício em todas as etapas do processo. A ambição da empresa é disruptar toda a cadeia de produção do Brasil e gerar impactos significativos não apenas sobre qualidade da alimentação da população brasileira, mas também sobre a quantidade de alimentos desperdiçados no país todos os dias e criar um ciclo virtuoso de ponta a ponta da cadeia produtiva do setor. A empresa, que tem 4 anos de existência e vem dobrando de tamanho ano contra ano, atua com um modelo conhecido como Direct to Consumer, encurtando a cadeia ao conectar agricultores familiares ao consumidor final - a Liv Up desenvolve um programa de fomento e desenvolvimento de pequenos produtores que envolve, inclusive, linhas de crédito e consultoria agronômica. A complexidade do negócio, vai desde acompanhar a plantação, colheita e chegada do produto in natura na cozinha, passando por criação de receitas elaboradas por chefs, produção das refeições, embalagem e logística de distribuição até o consumidor final via canais próprios, é um dos grande diferenciais da empresa, pois ao se manter próxima de todo o processo, a startup é capaz de melhorar em tempo real cada etapa de forma a otimizar toda a cadeia. "Criamos a Liv Up com o objetivo genuíno de impactar positivamente toda a cadeia e lógica de produção de alimentos no Brasil. A cadeia é muito longa, quem produz o alimento está muito distante do consumidor final e as marcas não estão conseguindo criar conexão com as pessoas. Precisávamos resgatar isso. As pessoas precisam ter mais relação com a origem dos alimentos. Essa é uma forma de todos sermos responsáveis e nos envolvermos ativamente nesse processo de melhoria", explica Victor Santos, CEO da empresa. E a grande aliada da Liv Up para combater o desperdício é a tecnologia própria. Com o objetivo de eliminar perdas em todas as etapas da sua complexa cadeia, a empresa desenvolveu internamente todos os seus sistemas de operação - a indústria alimentícia no Brasil costuma utilizar softwares de mercado - e quatro algoritmos que permitem entender qual vai ser a demanda para provisionar sua produção. "Como o nosso modelo é DTC, conseguimos ler em tempo real qual é a reação do nosso consumidor a respeito de cada produto individualmente e agir sobre aquilo em um intervalo médio de duas semanas. Ou seja, isso nos dá a rastreabilidade para entender como performou cada matéria prima, cada receita e cada produto individualmente. Se eu recebo uma avaliação positiva de um bolinho de cenoura no aplicativo eu consigo identificar exatamente quando ele foi produzido, com qual versão da receita, quem foi o agricultor que nos forneceu aquela cenoura específica, como foi a colheita, qual empresa atuou na entrega dele na casa do consumidor. Além disso, consigo observar o comportamento de um grupo de consumidores sobre um tipo de produto específico, ler demanda de consumo, e assim a gente adapta a produção em relação à matéria prima disponível e à demanda do mercado. Isso nos permite ser mais assertivos e eliminar muitos desperdícios nesse processo", conta Victor. Ao inserir tecnologia customizada para a sua realidade a cada etapa da produção, a Liv Up aumentou a sua produtividade e eficiência - reduziu custos de produção, o que garante competitividade ao negócio e mais acesso a seus produtos. 'A tecnologia é hoje essencial para o nosso planejamento de produção. Temos 150 receitas para cozinhar e 14 centros de distribuição para abastecer. Os algoritmos prevêem quanto vamos vender em cada um deles para dizer à cozinha o que produzir hoje. Eles calculam qual o estoque ótimo para cada CD, cruzam com quantos itens têm em estoque e distribuem isso dentro da capacidade da cozinha, baseado em quanto cada receita usa de cada ingrediente e que setor da produção dentro da cozinha vai se envolver em cada etapa", explica Victor. Hoje a Liv Up atua principalmente com algoritmos para previsão de demanda, estoque mínimo, distribuição de estoque e um quarto modelo chamado 'planejamento, programação e controle da produção'. Mas os desenvolvedores também são essenciais e estratégicos para o desenvolvimento de novos produtos. "O nosso time de tecnologia desenvolveu para o time de portfólio uma ferramenta para simulação de novas receitas. Os chefs escrevem nela o que estão planejando e já recebem automaticamente o custo de produção da receita e tabela nutricional. O custo é atualizado em tempo real, e leva em consideração a sazonalidade dos produtos disponíveis no campo. E o time já consegue avaliar com agilidade se a receita faz sentido ou se precisa fazer ajustes. Aí eles voltam para a cozinha, testam, e o processo se torna muito mais simples. É essa a diferença que pensamos desde o início para o nosso modelo. Como aplicar a tecnologia em problemas específicos do setor para escalarmos soluções que possam fazer sentido e impactar positivamente toda a cadeia", completa Victor.

assessoria de imprensa LivUp