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Instituto brasileiro afirma eficácia do CoronaVac e Governo de SP recebe lote

Instituto brasileiro afirma eficácia do CoronaVac e Governo de SP recebe lote

Imprensa/Governo do Estado de São Paulo

Pesquisadores brasileiros disseram que a vacina COVID-19 desenvolvida pela chinesa Sinovac Biotech é mais de 50% eficaz com base em dados preliminares, mas reteve os resultados completos de seu último estágio novamente a pedido de Sinovac. O Brasil é o primeiro país a concluir um ensaio em estágio final da vacina, denominado CoronaVac, mas a divulgação dos resultados, inicialmente marcada para o início de dezembro, já foi adiada três vezes. Funcionários do Instituto Butantan do governo do estado de São Paulo disseram que a Sinovac, que tem corrido para alcançar as farmacêuticas ocidentais, pediu que atrasassem a liberação de dados precisos sobre a eficácia da vacina por até 15 dias, enquanto a empresa consolida os dados de testes globais. A Sinovac seria a segunda fabricante chinesa de vacinas a produzir resultados de testes clínicos em estágio avançado, depois que os Emirados Árabes Unidos disseram neste mês que uma vacina de uma unidade do China National Pharmaceutical Group (Sinopharm) com base em Pequim tinha 86% de eficácia. Produtos rivais desenvolvidos pela AstraZeneca Plc, Pfizer e Moderna geraram resultados positivos, revelando detalhes em novembro. O tratamento da Pfizer é a primeira injeção totalmente testada de COVID-19 a ser administrada, com implementação já em andamento na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. A China tem dado vacinas experimentais contra o coronavírus, incluindo a injeção desenvolvida pela Sinovac, para grupos de alto risco no país desde julho, sob um programa de uso emergencial. A Sinovac garantiu acordos de fornecimento para sua vacina com vários países, incluindo Indonésia, Turquia, Brasil, Chile e Cingapura, e está mantendo negociações com as Filipinas e a Malásia para uma venda potencial. O governo de São Paulo disse que, até o final do mês, 10,8 milhões de doses da vacina chegarão ao país. De acordo com o diretor do Instituto Butantan, a CoronaVac é a vacina mais segura de todas as que estão em teste no momento. “Quer dizer, um excelente perfil de segurança, com manifestações adversas leves, com uma frequência muito baixa, sendo que a reação mais presente foi dor no local da injeção. Mesmo essa manifestação não foi substancialmente diferente entre o grupo vacinal e o grupo placebo.” O governo estadual já recebeu um carregamento que totaliza 5,5 milhões de doses da CoronaVac. De acordo com o Executivo, é a maior remessa do imunizante desembarcada no Brasil. A vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, concluiu a fase 3 de testes e ainda precisa de aprovação Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Com entradas cnbc, agência brasil e outras.

Redação